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Agentes de IA

Um Agente de IA é uma persona de investigação reutilizável: você define um nome, o que ela deve investigar, como ela deve responder e em quais aplicações ela pode consultar dados. A partir daí, o mesmo agente pode responder no chat e/ou ser usado por um alerta — a mesma definição, reaproveitada em vários lugares.

Em uma frase

Um agente é "quem investiga". Você define a persona uma vez, no módulo Agentes de IA; o chat conversa com ela e os alertas a chamam para gerar o conteúdo.

Dois agentes já vêm prontos, sem nenhuma configuração:

AgenteO que faz
LumiaO assistente de conversa do Lumo. Sempre disponível no chat — veja o card dela no módulo Agentes de IA mostrando que ela responde no chat.
Agente padrão de investigaçãoQuem investiga os blocos de IA de alerta que não têm um agente próprio selecionado. É o comportamento de sempre, sem mudança nenhuma para quem já usa alertas com IA.

Além desses, qualquer usuário com permissão pode criar agentes próprios — personas com instruções e escopo específicos, como "Analista de inadimplência" ou "Vigia do funil comercial".


Como criar um agente

No módulo Agentes de IA, o botão Criar agente abre um campo único: descreva em uma frase o que você quer.

Ex.: acompanhar inadimplência por filial e avisar quando o índice subir

A partir dessa frase, a IA monta um rascunho completo — nome, as instruções de "Como investigar" e "Como responder", a aplicação sugerida e as opções de esforço e modelo — e abre o formulário já preenchido, pronto para você revisar. Nada é salvo nesse momento; é só um ponto de partida melhor do que uma tela em branco.

Prefere montar do zero?

O link discreto "ou preencher do zero", abaixo do campo, abre o mesmo formulário vazio para quem prefere escrever cada instrução manualmente.

O formulário

O editor tem duas colunas sempre visíveis: a configuração à esquerda, o teste ao vivo à direita. Testar não é uma etapa separada — faz parte de editar.

Do lado da configuração:

  • Geral — nome, uma descrição curta e a chave "Disponível no chat", que decide se o agente aparece no seletor da Lumia para conversas sob demanda.
  • Instruções — dois campos separados:
    • Como investigar — o que o agente deve olhar e como deve raciocinar antes de responder.
    • Como responder — o tom e o formato da resposta, o que não pode faltar.
  • Escopo — em quais aplicações o agente pode consultar dados (até 3). Menos aplicações significa investigação mais focada.
  • Avançado (recolhido por padrão) — ferramentas, esforço e modelo. Quem nunca abrir esse bloco já tem um agente funcional com os padrões do produto:
    • Ferramentas: a lista do que o agente pode fazer para investigar (consultar dados, validar um nome digitado contra o valor exato no banco). Nesta etapa do produto, são todas de leitura — o agente não escreve nem altera nada.
    • Esforço de investigação: quanto mais esforço, mais passos o agente pode dar até responder — e mais tempo leva. As opções são Rápido, Padrão e Minucioso.
    • Modelo: Rápido ou Aprofundado, com o modelo real usado hoje em cada opção mostrado ao lado (esse mapeamento muda com o tempo, por isso é sempre exibido). Também é possível escolher um modelo específico; se ele deixar de estar disponível, o agente volta automaticamente para o Rápido, sem quebrar a execução agendada.

Do lado do teste (o playground): converse com o agente exatamente como ele está configurado no momento — mesmo com o rascunho ainda não salvo — ou use "Executar briefing" para simular o uso agendado, o mesmo caminho que um alerta segue. Nada dessa conversa de teste fica gravada no seu histórico de chat.

Só quando você estiver satisfeito é que o botão Salvar grava o agente de fato.


Como o alerta usa um agente

Um alerta continua sendo a tarefa: ele decide quando disparar (agendamento ou uma condição) e para quem enviar. O que muda é o bloco de conteúdo de IA, agora chamado Agente de IA, que passa a ter dois campos:

  • Agente — quem investiga. Você escolhe um dos seus agentes ou deixa em branco.
  • Briefing — o que investigar nesta execução específica: o pedido, os pontos de atenção, o formato esperado. É o mesmo campo de texto de sempre.

A separação é: instruções (como investigar, como responder) pertencem ao agente; briefing (o quê, quando) pertence ao alerta. Um agente pode ser reaproveitado por vários alertas diferentes, cada um com seu próprio briefing.

Sem agente selecionado, nada muda

Um bloco de IA sem agente escolhido roda exatamente como sempre rodou — com o Agente padrão de investigação. Alertas já configurados continuam funcionando sem qualquer ajuste.

Transformando um bloco existente em agente reutilizável

Se você já tem um alerta com um bloco de IA configurado (aplicações, briefing, tudo pronto) e quer reaproveitar essa mesma investigação em outro alerta, use "Promover a agente". Em um clique, ele cria um agente novo com o escopo e o modelo daquele bloco — o alerta original continua entregando exatamente o mesmo conteúdo de antes, só que agora a persona tem nome e pode ser importada em outros alertas.

Se um agente usado por um alerta é excluído

O alerta não quebra: ele volta a rodar com o Agente padrão de investigação, e você é avisado. Antes de excluir um agente em uso, a tela mostra quantos alertas dependem dele.


Como cheguei nisso

Sempre que um agente responde — no chat, na pré-visualização de um alerta ou numa execução de verdade — os passos que ele seguiu ficam disponíveis para consulta, no painel "Como cheguei nisso".

Ao abrir, você vê:

  1. O plano — o que o agente pretendia investigar, quando ele explicita isso antes de começar.
  2. Os passos — cada consulta que ele fez, em linguagem de gente: qual ferramenta usou, o que buscou, quantas linhas encontrou.
  3. A conclusão — como aquilo virou a resposta final.

O painel nunca mostra consulta bruta ao banco, identificadores internos de coluna ou erros técnicos — ele existe para dar confiança, não para depurar.

Cada agente também tem uma aba própria de Execuções, com o histórico de investigações que ele já fez, de onde vieram (chat, alerta ou um teste) e quantos passos cada uma levou.


O que o agente não faz

Para usar bem um agente, vale ter expectativa certa do que ele é:

  • Não escreve nem altera nada nos seus dados. Hoje, todo agente só consulta — nenhuma ferramenta de ação está disponível.
  • Não age fora do BI. Ele não envia mensagens, não aciona sistemas externos nem executa nada além de consultar seus dados e responder.
  • Não inventa número. Todo valor que aparece na resposta veio de uma consulta real aos seus dados. Se o agente não conseguiu apurar algo, ele diz isso — em vez de arriscar um número que pareça plausível.
  • A qualidade da resposta depende de como suas aplicações e indicadores estão organizados. Um agente investigando uma aplicação bem modelada, com nomes de coluna claros e indicadores bem definidos, responde melhor do que um investigando uma base confusa. Cuidar do modelo de dados continua sendo o alavancador nº 1 da qualidade das respostas.

Para manter o uso previsível, existe também um teto diário de investigações automáticas por conta (as que rodam sozinhas, sem alguém esperando na tela — como um alerta agendado). Ao atingir o teto do dia, o agente entrega um aviso honesto em vez de investigar; conversas no chat e testes no playground não contam para esse limite.


Curadoria: o que a IA enxerga (avançado)

Por padrão, um agente enxerga todas as colunas visíveis das aplicações no seu escopo. Se você quer ser mais seletivo — por exemplo, esconder colunas técnicas ou pouco relevantes do que a IA usa para responder — use a curadoria de colunas, na tela Colunas Visíveis de cada aplicação (veja Administração de Fatos do Tenant).

A regra é simples:

  • Se você não marcar nenhuma coluna de uma tabela, o agente continua vendo todas as colunas dela. Nada muda até você decidir curar.
  • Assim que você marca ao menos uma coluna de uma tabela, o agente passa a enxergar só as colunas marcadas daquela tabela.

Essa curadoria vale tanto para o chat quanto para os agentes usados em alertas — é a mesma configuração, um único lugar para ajustar.


Recurso em beta

Agentes de IA é um recurso em beta, disponível mediante habilitação. Se você não vê o módulo no menu, fale com o administrador do seu tenant sobre ativar o acesso antecipado.


Próximos passos

  • Conectar Assistente de IA (MCP) — o card "Use no MCP" deste mesmo módulo: leva seus indicadores para dentro do Claude, Claude Code ou Cursor.
  • Chat com Dados — como a Lumia responde e como ensinar o vocabulário do seu negócio com fatos.
  • Alertas Inteligentes — disparo, canais e os outros tipos de conteúdo que podem compor uma mensagem.
  • Conteúdo: IA — o bloco de IA do alerta em detalhe (briefing, relatórios de exemplo, memória).