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Aparência
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Sem a seta que liga duas tabelas, cada uma responde apenas sobre si mesma. É por isso que montar uma Aplicação com mais de uma tabela começa desenhando ligações.
Pense em duas tabelas que você acabou de ligar. Uma tem os eventos que se repetem, uma linha por venda, com código do cliente em cada linha. A outra tem os clientes, uma linha por cliente, com nome, cidade e segmento. Separadas, dá para somar vendas e dá para contar clientes, e mais nada. A pergunta que o negócio faz de verdade, quanto vendemos no segmento varejo, mora entre as duas.
A seta é o que permite essa pergunta. Filtrar por segmento na tabela de clientes passa a mexer no total de vendas, sem você configurar nada no Widget de vendas. O filtro atravessa a ligação sozinho.
Todo relacionamento aqui é um-para-muitos, e a seta sai da tabela de valores únicos para a tabela de valores repetidos. A tabela de clientes tem cada cliente uma vez só, então é a origem, a Tabela de Referência, que a modelagem chama de Dimensão. A tabela de vendas repete o mesmo cliente em dezenas de linhas, então é o destino, a Tabela de Dados, ou Fato.
A plataforma valida essa unicidade quando você salva. Se a coluna do lado de origem tiver valor repetido, a ligação é recusada na hora, e isso é uma gentileza: o erro aparece enquanto você está montando, e não três semanas depois num número inflado.
Ligar duas Tabelas de Dados direto uma na outra é o engano estrutural clássico. Vendas e Metas parecem combinar, as duas têm filial e mês, e a seta até parece razoável.
Nenhuma das duas consegue ser o lado único. Cada linha de venda casa com cada linha de meta que compartilhe a chave, e a consulta devolve o produto das duas. Mil vendas contra quinhentas metas viram quinhentos mil registros, e o total sai inflado numa proporção que ninguém consegue explicar olhando o Dashboard. Isso se chama explosão cartesiana.
A saída é dar às duas uma referência em comum. Vendas aponta para o Calendário, Metas aponta para o Calendário, e as duas passam a ser comparáveis pelo caminho da data, cada uma mantendo o seu próprio grão. Quando dois Fatos precisam conversar, é sempre por uma Dimensão compartilhada.
Um número calculado tem dois lugares possíveis. Como coluna, ele é computado no ETL e gravado no HorusDW. Como expressão, ele é escrito na Aplicação e calculado no momento da consulta, sem ocupar espaço.
Prefira expressão quando a regra ainda pode mudar. Ticket médio, margem, percentual sobre o total, comparação com o ano anterior: tudo isso vira uma linha de fórmula que você reescreve em dez segundos. A mesma conta como coluna significa alterar o Dataflow, rodar a carga de novo e esperar. Coluna se justifica quando o cálculo é pesado, depende de dado que não está na Aplicação, ou precisa estar congelado por auditoria.